sexta-feira, setembro 03, 2004

acenava ao vento com palavras que se soltavam dos dedos



Agarrei o Mundo entre os dedos da mão...
Gritei-lhe bem alto a dor da desilusão!


Pintei-o como se fosse um arco-íris...
Tirei-lhe a guerra, a fome, as amarguras da vida!


Gritei-lhe o desespero do frio
da dor, da destruição e revolta!


Tentei ensinar-lhe a usar
o verbo amar e pensar...


Mergulhei-o no abismo
Entre passos incertos.


Em pedaços de gente
Pedi-lhe o momento...


E por um instante o mundo parou


onda

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  abril desfolhado a tela já não é sinfonia nem as aves gritam como qualquer papoila num campo distante não há forças para sonhar ...